Monastérios e turismo: interpretar a paisagem sacra através da gastronomial

Autores

  • Silvia Aulet
  • Lluis Mundet
  • Dolors Vidal

DOI:

https://doi.org/10.7784/rbtur.v11i1.1221

Palavras-chave:

Monastérios. Paisagem. Turismo. Gastronomia. Turismo religioso.

Resumo

Este artigo analisa o papel dos monastérios como espaço sagrado e como sua relação com o turismo configura uma paisagem de “bom gosto”. Os monastérios são um exemplo de convergência entre patrimônio tangível e patrimônio intangível. São espaços construídos com alta carga simbólica e que têm atuado, em muito casos, como guardiões da tradição. Ao mesmo tempo que estão claramente enraizados em um território e em uma paisagem que têm condicionado seu desenvolvimento. Os monastérios eram auto-suficientes, obtinham o que necessitavam a partir de seu entorno. Por isso, por exemplo, elaboravam seu própio vinho, tão necessário para o ritual litúrgico; preparavam conservas para manter frescos por mais tempo os produtos que cultivavam. Fazer um juízo dos monastérios através da gastronomia pode ser uma ferramenta para melhorar a experiência do visitante turista, na medida que se respeita os valores representados por esses espaços sagrados. Este texto explora esta relação a partir de uma revisão bibliográfica acerca dos monastérios como espaço sagrado, a relação entre o patrimônio tangível e intangível, bem como o vínculo desses espaços com o patrimônio e com o turismo. A busca das informações se exemplifica com alguns estudos de caso espanhóis.

Publicado

2017-01-02

Edição

Seção

Artigos